terça-feira, 2 de novembro de 2010

Onde foi que a gente se perdeu? Em qual parte da história eu deixei de fazer parte da sua loucura? Você deixou de fazer parte da minha?
E ficou em mim uma vontade besta de te ver bem, mesmo que pelas costas. Uma vontade besta, tão completamente besta... só de ouvir uma ou outra novidade sem sentido.
Qual foi a parte que a gente fez errado? Aliás, a gente fez alguma coisa errada?
De repente os teus ares mudaram, simplesmente não chegam mais até aqui. No começo era de um vazio tão ruim, um vazio-cheio, desses que acabam sufocando a gente, se a gente não muda de lugar. Foi aí que eu mudei.
A gente não se cruza na rua, a gente não bebe cerveja, a gente não se sabe mais. E eu fui me acostumando a me acostumar com a sua falta que, hoje, nem falta faz.
Longe de você eu continuei escrevendo as minhas linhas adolescentes, linhas e mais linhas de meninice, de erros que se repetem, de sensações que se calam. Eu continuei a escrever, mas eu continuei sentindo?
Aquela semana passou, o mês passou, o ano vai acabar.
Em 2011 a gente ia ter 'futuro pra vida', lembra? A gente só não sabia que a vida ia se encaminhar de separar tanto um futuro do outro.
Eu não quero mais fechar os olhos, eu não olho mais pra trás. Eu vou.

A gente não foi. A gente não foi capaz.



(Talvez fosse setembro, talvez fosse outubro...)